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Desafios que prometem grandes prêmios em dinheiro em troca de perguntas que aparentam ser de fácil resolução são cada vez mais comuns na mídia televisiva. Na verdade, o método é uma antiga tática utilizada pelos meios de entretenimento para angariar recursos de seus telespectadores de forma totalmente exploratória.

A proposta é tentadora. Basta ligar para um número de telefone e responder “ao vivo” uma série de algumas perguntas aparentemente simples e, ao final, o telespectador sairá vencedor com uma boa quantia de dinheiro como prêmio.

E “ao vivo” supostos participantes falsos erram frequentemente perguntas como: “O guarda-chuva protege da chuva? Digite 1 para SIM. 2 para NÃO.”

Quem não ficaria tentado em corrigir um erro de tamanha ignorância e ainda receber um prêmio em dinheiro?

É com esta tática ardil, que tais programas acabam conquistando milhares de telespectadores que se arriscam em ligar e participar ao vivo do jogo.No entanto, na prática o resultado é totalmente diverso do esperado. O telespectador liga para o número de telefone que está na tela e é atendido por uma gravação que inicia a bateria de perguntas e respostas.

Alguns participantes, esperançosos com seu progresso nas respostas, ficam horas no telefone respondendo as mais variadas perguntas com a ilusão de estarem participando ao vivo do programa, o que não ocorre de fato. No entanto, mal sabe o participante que sua permanência na linha telefônica está lhe gerando um custo de R$6,00 por minuto falado, e que ao final do mês o somatório total de sua conta telefônica estará impagável.

Tudo é feito para que a pessoa não desista, e assim continue gastando o máximo possível de minutos de sua linha telefônica, onerando idosos e crianças que são as principais vítimas. E ao fim, após ter investido horas de seu dia nesta farsa, a participação é encerrada, seja por uma resposta equivocada, por “falha” na ligação, ou até mesmo pela própria desistência do paciente telespectador. Sobrou para o participante apenas uma generosa conta telefônica para pagar ao final do mês.

As emissoras são remuneradas pela veiculação destes programas em seus quadros de horários. Já a companhia telefônica é remunerada pelo convênio firmado com os produtores do jogo.  Assim, entendemos que tais organizações estão locupletando-se de forma totalmente conivente com o prejuízo destes telespectadores, tanto pela quantia cobrada ao final do mês em sua conta telefônica, bem como pela decepção de perder horas de seu dia participando de um jogo ilusório. Situação que afronta o Código de Defesa do Consumidor e acarreta a responsabilidade solidária em conjunto com os idealizadores do programa.

Caso você também tenha sido vítima desta prática, recomendamos que busque a justiça, através de algum advogado de sua confiança, afim de que sejam efetivamente ressarcidos pelos prejuízos ocasionados.